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UM BREVE HISTÓRICO DA CIDADE DE ALCÂNTARA

18 setembro, 2008

Fundada em 22 de dezembro de 1648, Alcântara está entre as mais antigas cidades maranhenses, precedendo até mesmo a capital do Estado – São Luís.

Com uma trajetória histórica que vai de aldeia a cidade, passando por capitania, vila e comarca, Alcântara destaca-se com referência cultural e tecnológica.

Transformou-se em importante centro produtor de arroz e algodão, graças à qualidade de suas terras e à criação da Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Um dos grandes fatores que contribuiu para o desenvolvimento da produção econômica de Alcântara, naquela época, foi o seu espaço territorial, que compreendia a área de treze dos quinze municípios que ocupam a Baixada Maranhense atualmente.

A promessa de visita de D.Pedro II, que nunca se concretizou, gerou uma competição entre Barões para construir, o que chamavam de, o mais belo Palácio para hospedá-lo. Daí o requinte e ostentação da arquitetura original da cidade, que chegou a ser capital da província.

O fim da exportação do algodão do Maranhão para o mercado europeu, a abolição da escravatura e o deslocamento da produção maranhense do litoral para os vales dos Rios Itapecuru-Mirim, Mearim e Pindaré, culminam o período de decadência econômica da Vila de Alcântara. Estes serão os principais fatores responsáveis por um longo período de estagnação econômica de Alcântara.

Em 22 de dezembro de 1948, precisamente na data do tricentenário de sua elevação à Vila, Alcântara é tombada como Cidade Histórica e Monumento Nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

No início da década de 80, o município é escolhido para sediar o CLA – Centro de Lançamento de Alcântara. Segundo os especialistas, a escolha do município para receber o Centro de Lançamento se deu em razão de sua privilegiada posição geográfica (entre as baías de São Marcos e Cumã), permitindo um baixo custo de lançamento de foguetes por sua proximidade da linha do Equador. Além de suas boas condições meteorológicas climáticas, que são regulares, e ainda a sua posição no mapa oferecer satisfatórias condições de segurança.

Mesmo com um considerável crescimento populacional, a cidade de Alcântara pouco mudou sua arquitetura. Na sede do município podem-se ver os belos casarões, herança do seu período áureo. Alguns em ruínas, mas mantendo a sua imponência e luxo. Nas comunidades ainda há muito das tradições dos índios e dos negros que ali habitaram na época da escravidão. São vários quilombos e comunidades que fazem questão de manter as características dos seus ancestrais, numa demonstração de personalidade.

O povo alcantarense é dono de uma história de riqueza, mas também de muito sofrimento, pois, com a queda econômica, os ricos foram embora tentar se estabelecer na capital ou em outros logradouros, e, os pobres, a maioria ex-escravos, ficaram e foram obrigados a aprender a sobreviver naquelas terras.

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